Cineasta da Figueira da Foz em Estocolmo

Publicado Junho 7, 2009 por zeca gallo
Categorias: Bizorreiro

Ver AQUI mais sobre Paulo Azenha, neto de bizorreirenses, mas nascido na Figueira da Foz e presentemente a residir em Estocolmo-Suécia

Figueira da Foz – Lenda

Publicado Maio 3, 2009 por zeca gallo
Categorias: Figueira da Foz lenda

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A FIGUEIRA (NA FOZ)

A praia da Claridade

A praia da Claridade

ERA UMA VEZ uma princesa chamada Nahida que vivia num bonito castelo no sopé de uma pequena serra.
Do castelo via-se o mar e a serra e, a sul e nascente, sabia-se de um rio e uma larga planície verdejante.
Era o castelo onde, para além do rei, pai de Nahida, vivia também toda a corte e algum povo.
A rainha, a quem o rei amara perdidamente, morrera durante o parto de sua única filha.
Conta-se que depois desse triste evento o monarca ensandecera, tendo imposto uma lei para que fossem expulsas do castelo todas as famílias que tivessem filhos barões com menos de 20 anos; o mesmo sucedendo a quem os viesse a ter, até vinte anos depois do nascimento de Nahida.
Com esta medida o rei pretendia evitar que a sua filha morresse de parto como morreu a mãe, sua idolatrada esposa.
Queria por isso que sua filha, para quem transferiu todos os seus afectos, vivesse muitos anos e morresse casta.
A princesinha não poderia, pois, conhecer nem brincar com outra criança do sexo oposto.
A sua melhor companheira, da mesma idade, chamava-se Zahra e era a filha mais nova de um fidalgo por quem, excepcionalmente, o rei ensandecido nutria simpatia e confiança.
Entre as duas crianças floresceu uma ternura desmedida.
Os anos iam correndo com normalidade até que, um dia, a princesa foi acordada pela sua ama que, muito aflita, lhe contou que seu pai mandara expulsar do castelo toda a família de Zahra. Durante dois anos a princesa todos os dias chorava de tristeza pela perda da sua amiga e a crueldade do pai.
Certo dia, pela noitinha, a princesa resolveu fugir do castelo para procurar a sua amiga iludindo a vigilância dos guardas e caminhou em direcção ao rio. Fazia luar.
Já afastada do castelo, surpreendida, viu para os lados da foz do rio a silhueta de uma árvore frondosa cuja existência desconhecia.
Depois, ali perto, escondida entre altos juncos e alguns salgueiros, pareceu-lhe ver uma cabana. Receosa mas determinada, avançou até ela.
Junto a um pequeno barco que jazia, de lado, junto à entrada do abrigo, ouviu a respiração compassada mas estranha, de quem parecia dormir.
Temerária, a Princesinha a avançou e, sem ruído, foi entrando.
Deparou-se primeiro com alguns remos, redes e bóias encostados e suspensos aos ramos de um dos salgueiros que serviam de suporte àquele abrigo.
A um canto ficava um catre vazio, coberto por tecido lavado e de renda fina. Ao lado desse leito, tranquilamente, dormia um cão robusto de pêlo cuidado…
Intrigada e ao mesmo tempo receosa resolveu retirar-se com medo da reacção do animal, caso a descobrisse.
Esta descoberta levou-a a abandonar, temporariamente, o desejo de abalar do castelo, como castigo a seu pai. A curiosidade em saber quem ali vivia falou mais forte.
No dia seguinte, a velha ama contou à princesa que nas cercanias do castelo, rondou vezes sem conta, um bonito e manso cão que parecia trazer amarrado à coleira um pequeno objecto.
Na noite desse dia a princesinha voltou de novo ao abrigo dos salgueiros.
Já lá dentro, e com cautela, viu e retirou do pescoço do animal, que dormia, um pequeno invólucro de cartão que continha dentro um manuscrito.
Surpreendida, desenrolou-o e leu-o com os olhos rasos de lágrimas.
Era uma mensagem da sua companhia de infância, que tinha sido expulsa por seu pai.
Propunha-lhe nesse escrito que, se a quisesse ver, fosse junto à figueira, perto da foz. E que era debaixo dessa árvore que dormia quase todas as noites de verão, por ali se sentir mais segura e fresca.
Nahida acabara de ler o manuscrito que lhe era destinado.
Olhou em direcção à figueira e começou a correr como uma louca.
Ali chegada, depois de se abraçarem e fazerem amor, juraram os dois não mais se separar.
Conta a lenda que a Samuel, ao nascer, lhe fora dado o nome de Zahra e passou a vestir-se de menina. Ardilosamente, os pais de Samuel (Zahra) tentaram evitar, daquela maneira, serem desterrados para longe do castelo.
Só que, certa noite de verão, o rei surpreendeu, nuas, a sua filha e Samuel beijando-se apaixonadamente.

…«o»…

Conta-se que Nahida e Samuel se voltaram a encontrar junto da árvore frondosa que ficava perto da foz do rio.
Pouco tempo depois do primeiro encontro, providencialmente, o rei morreu.
Meses depois, ambos resolveram mandar erigir junto à velha figueira um palácio de verão para assinalar para sempre o seu reencontro. À volta desse palácio à beira rio foi surgindo, ao longo dos tempos, uma bonita povoação de onde se avistava a norte, no coração de Buarcos, o castelo do reino, do qual ainda hoje restam vestígios.
A essa nova povoação, virada a sul do castelo, o povo passou a chamar de Figueira da Foz em homenagem áquele atribulado e persistente amor.

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Figueira da Foz em 1888:

1-fig. da-foz1881

Trompete

Publicado Abril 29, 2009 por zeca gallo
Categorias: trompete

Um dia lá chegarei. Quem sabe?…

25 de Abril

Publicado Abril 25, 2009 por zeca gallo
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Com a devida vénia transcrevo o poste de hoje aparecido no blogue
http://terapias-inocentes.blogspot.com/
“A (re)volta dos ratos

Faz hoje 35 anos que nos estaleiros navais de um pequeno e pobre país “à beira-mar plantado” era acabado um belo navio.
A essa embarcação, em homenagem ao mês do seu “bota-abaixo”, foi-lhe dado o nome de “Abril”.
O navio foi singrando nos primeiros anos “por mares nunca dantes navegados”. A contento de alguns marinheiros. Não de todos. Mas foi navegando.
Anos depois, a tripulação ia mingando. Misteriosamente.
A coberto das noites escuras e das enormes vagas que vergastavam a proa, a tripulação ia desaparecendo lenta e inexoravelmente.
Eram cada vez menos as vozes alteradas a exigir rumo certo e sem perda de Homens.
Outras vozes exultavam de alegria sempre que novos e conhecidos marinheiros subiam as escadas do portaló.
É que, em cada novo porto da escala, a tripulação era reposta, levando em conta as misteriosas baixas.
Da tripulação inicial, decorridos 35 anos do dia do baptismo desse belo navio, nenhum marinheiro resta.
Hoje, como navegantes, temos apenas os filhotes dissimulados dos opositores àquele bota-abaixo.
Os “ratos” acabaram por tomar conta do navio. Criaram a sua própria (re)volta com astúcia e sabedoria. E venceram mais uma vez.
Até quando?”25-abril-soldado-e-crianca

BritainsSoTalented 11 de abril de 2009

Publicado Abril 18, 2009 por zeca gallo
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16-04-200912:15h

Voz de Susan Boyle arrasa na Internet

A prestação da inglesa no «Britain’s got talent», um programa de caça talentos musicais, está a fazer furou no Reino Unido e no Youtube

Para ver e ouvir clique AQUI

Exploração do Trabalho Infantil

Publicado Abril 10, 2009 por zeca gallo
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cabra-rindo

Manhã tranquila no Bizorreiro. O padre está em frente da capela de S.Jorge quando vê passar uma garotinha de uns nove ou dez anos, pés descalços, franzina, meio subnutrida, ar angelical, conduzindo umas seis ou sete cabras.
É com esforço que a garotinha consegue reunir as cabras e fazê-las
caminhar.
O padre observa a cena e começa a imaginar se aquilo não é um caso de exploração de trabalho infantil e vai conversar com a menina.
– Olá, minha jovem. Como é o teu nome?
– Albertina Fava, senhor padre.
– O que é que tu vais fazer com essas cabras, Albertina?
– É p’ró bode cobrir elas, senhor padre. S’tou a  leva-las lá p’ró sítio do sr. Gil, no Barrôco.
– Diz-me uma coisa, Albertina, o teu pai ou o teu irmão não podiam fazer isso?
– Não podiam, senhor padre! Tem que ser um bode mesmo!
cabra-a-ser-coberta

Não tarda que a nova pide apareça…

Publicado Abril 3, 2009 por zeca gallo
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