Com a devida vénia transcrevo o poste de hoje aparecido no blogue
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“A (re)volta dos ratos
Faz hoje 35 anos que nos estaleiros navais de um pequeno e pobre país “à beira-mar plantado” era acabado um belo navio.
A essa embarcação, em homenagem ao mês do seu “bota-abaixo”, foi-lhe dado o nome de “Abril”.
O navio foi singrando nos primeiros anos “por mares nunca dantes navegados”. A contento de alguns marinheiros. Não de todos. Mas foi navegando.
Anos depois, a tripulação ia mingando. Misteriosamente.
A coberto das noites escuras e das enormes vagas que vergastavam a proa, a tripulação ia desaparecendo lenta e inexoravelmente.
Eram cada vez menos as vozes alteradas a exigir rumo certo e sem perda de Homens.
Outras vozes exultavam de alegria sempre que novos e conhecidos marinheiros subiam as escadas do portaló.
É que, em cada novo porto da escala, a tripulação era reposta, levando em conta as misteriosas baixas.
Da tripulação inicial, decorridos 35 anos do dia do baptismo desse belo navio, nenhum marinheiro resta.
Hoje, como navegantes, temos apenas os filhotes dissimulados dos opositores àquele bota-abaixo.
Os “ratos” acabaram por tomar conta do navio. Criaram a sua própria (re)volta com astúcia e sabedoria. E venceram mais uma vez.
Até quando?”
Manhã tranquila no Bizorreiro. O padre está em frente da capela de S.Jorge quando vê passar uma garotinha de uns nove ou dez anos, pés descalços, franzina, meio subnutrida, ar angelical, conduzindo umas seis ou sete cabras.
É com esforço que a garotinha consegue reunir as cabras e fazê-las
caminhar.
O padre observa a cena e começa a imaginar se aquilo não é um caso de exploração de trabalho infantil e vai conversar com a menina.
- Olá, minha jovem. Como é o teu nome?
- Albertina Fava, senhor padre.
- O que é que tu vais fazer com essas cabras, Albertina?
- É p’ró bode cobrir elas, senhor padre. S’tou a leva-las lá p’ró sítio do sr. Gil, no Barrôco.
- Diz-me uma coisa, Albertina, o teu pai ou o teu irmão não podiam fazer isso?
- Não podiam, senhor padre! Tem que ser um bode mesmo!
Por la blanda arena que lame el mar
su pequeña huella no vuelve más,
un sendero solo de pena y silencio llegó
hasta el agua profunda.
Un sendero solo de penas mudas llegó
hasta la espuma.
Sabe Dios que angustia te acompañó
qué dolores viejos calló tu voz
para recostarte arrullada en el canto
de las caracolas marinas.
La canción que canta en el fondo oscuro del mar
la caracola.
Te vas Alfonsina con tu soledad,
¿qué poemas nuevos fuiste a buscar?
Una voz antigua de viento y de sal
te requiebra el alma y la está llevando
y te vas hacia allá como en sueños,
dormida, Alfonsina, vestida de mar.
Cinco sirenitas te llevarán
por caminos de algas y de coral
y fosforescentes caballos marinos harán
una ronda a tu lado.
Y los habitantes del agua van a jugar
pronto a tu lado.
Bájame la lámpara un poco más,
déjame que duerma nodriza en paz
y si llama él no le digas que estoy
dile que Alfonsina no vuelve.
Y si llama él no le digas nunca que estoy,
di que me he ido.
Se te roubarem no salário, avisa a malta; Se te roubarem a educação, avisa a malta; Se te roubarem a saúde, avisa a malta;Se te roubarem terras, avisa a malta.